Critérios para Instalação de Bandejamento

O bandejamento elétrico — sistema de suporte de cabos formado por bandejas perfuradas ou em escada fixadas em estruturas da edificação — é uma das soluções de infraestrutura mais utilizadas em instalações industriais de médio e grande porte. Diferente das eletrocalhas fechadas, as bandejas permitem visualização direta dos cabos instalados, facilitam a ventilação natural e proporcionam maior facilidade de acesso para manutenção e ampliações. Sua instalação, no entanto, exige o atendimento a critérios técnicos específicos que determinam a eficiência do sistema e sua conformidade com as normas aplicáveis.

Em São Leopoldo, onde a Zona Industrial Vicentina e o Distrito Industrial do bairro Arroio da Manteiga concentram plantas industriais de grande porte dos setores metalúrgico e de manufatura, o bandejamento é amplamente empregado como sistema de distribuição de cabos nos corredores técnicos de galpões e edificações industriais. A especificação inadequada das bandejas, o dimensionamento incorreto dos suportes ou a instalação sem observância das distâncias mínimas recomendadas são problemas que comprometem tanto a segurança da instalação quanto a facilidade de operação e manutenção ao longo de sua vida útil.

Tipos de bandejas e suas aplicações

As bandejas elétricas são fabricadas em diferentes configurações, cada uma adequada a condições específicas de instalação. A bandeja perfurada é a mais versátil e utilizada em instalações industriais internas, oferecendo boa ventilação para os cabos e permitindo a fixação individual de cada cabo por meio de braçadeiras que se encaixam nas perfurações do fundo da bandeja. A bandeja em escada — formada por dois longarinas laterais interligados por degraus transversais — é indicada para cabos de grande seção e alimentadores de potência, pois oferece máxima ventilação e facilita a inspeção visual ao longo de todo o percurso.

A escolha entre bandeja perfurada e bandeja em escada deve considerar o diâmetro e a quantidade dos cabos, as condições ambientais do local de instalação e os requisitos de ventilação. Em ambientes com acúmulo de poeira ou presença de produtos em suspensão — situação comum em indústrias alimentícias e de beneficiamento de materiais presentes em São Leopoldo — a bandeja fechada com tampa pode ser necessária para proteger os cabos contra a deposição de contaminantes que degradam o isolamento ao longo do tempo.

Dimensionamento dos suportes e vãos

Os suportes do bandejamento devem ser dimensionados para suportar o peso total dos cabos instalados, acrescido do peso da própria bandeja e de uma margem para ampliações futuras. O vão máximo entre suportes consecutivos é determinado pela capacidade de carga da bandeja especificada pelo fabricante e pelo peso total dos cabos instalados. Vãos excessivos causam deflexão permanente da bandeja, criando pontos de acúmulo de água em ambientes úmidos e comprometendo a estética e a funcionalidade do sistema.

Em instalações industriais em São Leopoldo com bandejas instaladas em alturas elevadas — situação comum em galpões com pé-direito alto, como os encontrados na Zona Industrial Vicentina — o dimensionamento dos suportes deve considerar também os esforços dinâmicos causados por vibrações do processo produtivo e pelo vento em trechos externos. Suportes subdimensionados ou fixados em estruturas inadequadas representam risco de colapso com consequências graves para a instalação e para as pessoas que transitam abaixo do bandejamento.

Raio mínimo de curvatura e acessórios

Em curvas, derivações e mudanças de nível, o bandejamento deve utilizar acessórios fabricados especificamente para cada situação — curvas horizontais e verticais internas e externas, derivações em T e cruzamentos — que garantam o raio mínimo de curvatura adequado para os cabos instalados. A improvisação de curvas por corte e dobramento da bandeja no local de instalação compromete a resistência mecânica do sistema e frequentemente resulta em raios de curvatura inferiores ao mínimo recomendado, causando danos ao isolamento dos cabos.

O raio mínimo de curvatura para bandejas deve ser compatível com o maior cabo instalado no percurso. Para cabos de grande seção — como alimentadores de 95 mm² ou 150 mm² utilizados em circuitos de motores de grande porte — os raios mínimos de curvatura são significativos e devem ser considerados desde a fase de projeto para garantir que os acessórios de curva disponíveis no mercado atendam aos requisitos da instalação.

Aterramento e continuidade elétrica

O sistema de bandejamento metálico deve ser aterrado e ter sua continuidade elétrica garantida ao longo de todo o percurso. O aterramento da bandeja é obrigatório pela NBR 5410 e deve ser executado com conexões de baixa resistência entre tramos consecutivos e entre a bandeja e o sistema de aterramento da instalação. A continuidade elétrica da bandeja permite que ela funcione como condutor de proteção suplementar e contribui para a blindagem eletromagnética parcial dos cabos instalados.

Em instalações industriais em São Leopoldo com sistemas de automação e instrumentação sensíveis a interferências eletromagnéticas, o aterramento adequado do bandejamento é um requisito que vai além da segurança elétrica. Bandejas com aterramento deficiente ou com juntas de continuidade oxidadas e de alta resistência perdem sua eficácia como blindagem e podem amplificar as interferências no ambiente industrial, causando falhas intermitentes nos sistemas de controle.

Segregação de circuitos

Assim como nas eletrocalhas, a segregação entre circuitos de força e circuitos de sinal e controle é um critério fundamental no bandejamento. Cabos de força e cabos de instrumentação não devem ser instalados na mesma bandeja sem separação física adequada. Em sistemas de bandejamento em escada com grande largura, é possível utilizar divisórias longitudinais para separar os circuitos de naturezas distintas dentro de uma mesma bandeja, desde que a distância entre os grupos de cabos seja suficiente para reduzir a interferência eletromagnética a níveis aceitáveis.

Em plantas industriais em São Leopoldo com redes de comunicação industrial e sistemas de controle distribuído, o não atendimento à segregação de circuitos no bandejamento é uma das causas mais frequentes de problemas de interferência que se manifestam após a entrada em operação da instalação e são de difícil diagnóstico e correção sem a revisão completa do traçado dos cabos.

Conclusão

A instalação de bandejamento em instalações industriais exige o atendimento a critérios que abrangem a escolha do tipo de bandeja, o dimensionamento dos suportes e vãos, o uso de acessórios adequados para curvas e derivações, o aterramento correto do sistema e a segregação entre circuitos de naturezas distintas. Em São Leopoldo, onde a tradição industrial da cidade impõe instalações elétricas de alta confiabilidade e longa vida útil, o projeto detalhado do sistema de bandejamento é um investimento que se reflete diretamente na qualidade, na segurança e na facilidade de manutenção da instalação elétrica.

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O atendimento de engenharia elétrica em São Leopoldo abrange empresas, indústrias, condomínios, edificações comerciais e empreendimentos residenciais.

Região Central

Centro, Rio dos Sinos e Scharlau.

Zona Industrial

Vicentina, Cristo Rei e Arroio da Manteiga.

Zona Norte

Morro do Espelho, Padre Réus e Santos Dumont.

Zona Sul

São José, Rio Branco e Morro do Espelho.