Painéis, quadros e subestações inspecionados com a instalação em operação, conforme ABNT NBR 15572, e ART registrada no CREA.
É a única inspeção elétrica que não para a sua produção — e a única que exige exatamente o contrário: a instalação precisa estar energizada e sob carga. Conexão frouxa, desequilíbrio de fases e sobrecarga aquecem antes de falhar. A termografia enxerga esse aviso.
Engenheiro eletricista Dario Cini — CREA-RS 211.450
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Esse é o ponto que separa uma inspeção termográfica válida de um passeio com câmera. O calor que a termografia enxerga é gerado pela passagem de corrente. Sem corrente suficiente, o defeito não aquece — e não aparece.
Uma inspeção feita numa segunda-feira de manhã, com a fábrica em marcha lenta, pode dar todos os painéis "normais" enquanto existe uma conexão frouxa que vai render um incêndio no primeiro pico de produção. O laudo fica bonito e não vale nada.
Por isso a carga é registrada em cada medição, e a avaliação da temperatura considera essa condição, conforme a metodologia da NBR 15866. Se um laudo de termografia não informa a corrente ou o percentual de carga no momento da leitura, não há como julgar se o resultado significa alguma coisa. É a primeira coisa que eu procuro quando alguém me manda um laudo anterior para conferir.
Na prática, isso significa combinar a visita com a sua produção — inspecionar no turno e no momento em que a instalação está realmente carregada, não no horário mais cômodo para agendar.
A ABNT NBR 15763 recomenda intervalo de 6 meses para sistemas elétricos de potência, não devendo ultrapassar 18 meses quando houver impossibilidade de cumprir o período recomendado.
Onde você cai dentro dessa faixa depende da criticidade do sistema para a produção, do histórico de ocorrências e do ambiente — instalação em ambiente agressivo, com poeira condutiva ou vibração, degrada conexão mais rápido.
Vale saber: "termografia anual" é hábito comercial, não critério normativo. Muita empresa vende assim porque é o que cabe no orçamento do cliente. A norma trabalha com 6 meses como recomendação. Se o seu caso comportar o intervalo maior, tudo bem — mas isso precisa ser uma decisão técnica registrada, não o padrão de quem vendeu.
A inspeção cobre desde a entrada de energia e a subestação até os quadros de distribuição e os circuitos terminais críticos para a sua operação.
Cada superfície emite radiação infravermelha de forma diferente. Cobre polido, barramento pintado, plástico e aço têm emissividades distintas — e o mesmo ponto, com o parâmetro errado, resulta em temperaturas que diferem dezenas de graus. Ajuste errado transforma anomalia em normalidade e vice-versa.
Superfícies refletem o calor do ambiente e de outras fontes. Sem compensar isso, o termovisor entrega o reflexo, não o componente. É a razão de tantos "pontos quentes" que somem quando alguém mede de outro ângulo.
A anomalia se caracteriza pela diferença em relação a um componente similar operando nas mesmas condições — fase vizinha, circuito equivalente, temperatura ambiente. O laudo registra a referência usada em cada comparação.
Cada anomalia recebe um grau e um prazo de intervenção correspondente, do acompanhamento na próxima inspeção até a correção imediata. Sem isso, você recebe uma lista de pontos e nenhuma orientação sobre por onde começar.
Instrumento com calibração vigente e verificação periódica, conforme a norma aplicável. A resolução do detector também importa: ela determina se um terminal pequeno a três metros de distância vai ser realmente medido ou apenas estimado por média com o que está em volta.
Cada imagem térmica acompanhada da foto convencional do mesmo ponto. Sem isso, ninguém consegue localizar depois o componente que precisa ser corrigido — e o laudo vira decoração.
O infravermelho não atravessa a porta metálica do painel. Para inspecionar conexões internas, é preciso abrir — e abrir painel energizado é atividade com risco de arco elétrico, que exige procedimento, vestimenta adequada e profissional habilitado nos termos da NR-10.
Uma solução que resolve isso de forma permanente são as janelas de inspeção infravermelha: visores instalados na porta do painel que permitem a leitura com ele fechado. O investimento é pontual e elimina a exposição em toda inspeção futura — além de reduzir bastante o tempo de cada visita.
Se a sua equipe abre painel energizado para qualquer finalidade, vale
verificar se a vestimenta usada é compatível com a energia incidente
daquele ponto. É um cálculo, não uma escolha de catálogo.
Entenda o cálculo de ATPV
O comparativo histórico é o que transforma termografia de despesa recorrente em ferramenta de gestão: uma conexão que sobe dois graus por semestre está contando uma história que uma inspeção isolada não mostra.
Sendo direto, porque isso raramente é dito por quem vende o serviço: a termografia não é exame completo da instalação. Ela não detecta:
Ela é uma técnica preditiva poderosa e de excelente custo-benefício, mas
complementa — não substitui — inspeção visual, medições elétricas e a
avaliação de conformidade da instalação.
Ver laudo das instalações elétricas
Indústrias onde parada não programada custa mais que o programa preditivo
Quem teve a inspeção exigida por seguradora na apólice
Empresas com subestação própria e transformadores em operação contínua
Centros logísticos e câmaras frias, onde falha elétrica vira perda de carga
Condomínios e edifícios comerciais com quadros antigos
Quem está estruturando um programa de manutenção preditiva
Com a relação de painéis e o endereço, é possível fechar um valor sem visita prévia.
Dario Cini, engenheiro eletricista formado pela Universidade de Caxias do Sul, com mais de 10 anos de atuação em engenharia elétrica no eixo entre a Serra Gaúcha e a Grande Porto Alegre.
CREA: RS 211.450 — consulta pública no CREA-RS
Cini Engenharia — CNPJ 25.268.313/0001-56 — Consultar CNPJ
LinkedIn: Dario Cini — Ver perfil
Câmera térmica qualquer um compra. O que o laudo entrega é a interpretação: se aquele delta de temperatura, naquela carga, naquele componente, significa manutenção na próxima parada ou desligamento hoje.
Todos os serviços e áreas de atendimento estão reunidos na página do engenheiro eletricista.
Laudo das instalações elétricas | Cálculo de ATPV | Projeto de subestação | Laudo de aterramento | Laudo de SPDA | Consultoria | Projeto elétrico industrial | Projeto de SPDAAtendimento presencial no eixo entre a Serra Gaúcha e a Grande Porto Alegre, acompanhando os vales do Taquari, do Caí e do Sinos.
A ABNT NBR 15763 recomenda intervalo de 6 meses para sistemas elétricos de potência, não devendo ultrapassar 18 meses quando houver impossibilidade de cumprir o período recomendado. Onde você cai dentro dessa faixa depende da criticidade do sistema para a produção e do histórico de ocorrências. Muita gente vende termografia anual por hábito comercial, não por critério normativo.
Ao contrário: ela precisa estar energizada e, principalmente, sob carga. A termografia detecta aquecimento causado pela passagem de corrente — sem corrente, o defeito não aquece e não aparece. É a única inspeção elétrica que exige a instalação em operação, e por isso não gera parada de produção.
Sim, e é o ponto mais negligenciado da técnica. Inspeção feita com a instalação em carga baixa não revela defeitos que se manifestariam em regime normal. Por isso a carga no momento da medição precisa ser registrada no laudo, e a avaliação de temperatura considera essa condição. Laudo que não informa a carga do momento não permite julgar se o resultado significa alguma coisa.
Não. Além da resolução do detector, que determina se um ponto pequeno será realmente medido, o instrumento precisa ter calibração válida e verificação periódica. E a câmera é só o começo: sem ajuste correto de emissividade e de temperatura aparente refletida, o número na tela não corresponde à temperatura real do componente.
Em geral sim, desde que tenha ART registrada no CREA, identifique os equipamentos inspecionados, apresente termogramas com a imagem visual correspondente, registre as condições da medição — inclusive a carga — e traga parecer conclusivo com classificação de severidade. Relatório com fotos coloridas e sem esses elementos costuma ser recusado.
Defeitos que não geram calor no momento da inspeção: circuito desligado ou com carga muito baixa, componente interno que não transfere calor para a superfície visível, falha incipiente de isolação e problemas de dimensionamento ou documentais. É uma técnica preditiva poderosa, não um exame completo da instalação — ela complementa inspeção visual, medições elétricas e avaliação de conformidade.
O laudo classifica a severidade e indica o prazo de intervenção correspondente, do acompanhamento na próxima inspeção até a correção imediata. Você recebe a localização exata, a temperatura medida, a referência usada na comparação e a provável causa. Depois da correção, uma reinspeção do ponto confirma se o problema foi resolvido.
Para inspecionar conexões internas, sim — o infravermelho não atravessa a porta metálica. Abrir painel energizado é atividade com risco de arco elétrico e exige procedimento e vestimenta adequados. Uma alternativa que reduz esse risco de forma permanente é a instalação de janelas de inspeção infravermelha, que permitem a leitura com o painel fechado.
Depende do número de painéis e da necessidade de abertura. A proposta traz o prazo fechado para o seu caso.
Mande para uma conferência. A primeira coisa que eu procuro é se a carga do momento da medição está registrada — se não estiver, o resultado não permite concluir nada, e vale a pena saber disso antes da próxima renovação de apólice.